VP de Design da Coca-Cola discute o futuro criativo com IA

Especialista da Coca-Cola fala sobre as inovações criativas na era da inteligência artificial.
23/06/2025 às 07:02 | Atualizado há 2 meses
Design da Coca-Cola
Rapha Abreu transforma marcas, agora em um projeto inovador com a Adobe. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A **Design da Coca-Cola** está sendo globalizada com a ajuda da inteligência artificial, através do projeto Fizzion. Rapha Abreu, o VP global de Design da Coca-Cola, em colaboração com a Adobe, criou um agente dentro do ecossistema Adobe, que ajuda designers e profissionais criativos a aplicar a marca Coca-Cola corretamente em todo o mundo.

Rapha Abreu enfatiza que o Fizzion não foi criado para substituir designers, mas sim para ampliá-los. Para treinar a IA, a equipe não se limitou a fornecer diretrizes em PDF. Eles treinaram o Fizzion em decisões de design em tempo real, incluindo layouts, escolhas de tipografia, proporções e hierarquia de elementos. Essa abordagem prática é o diferencial do Fizzion.

Os chamados StyleIDs codificam a lógica visual de uma campanha, criando um DNA visual que a IA pode replicar e adaptar com precisão. Em vez de ensinar regras fixas, o sistema ensina intenção criativa, o que só foi possível através de uma profunda colaboração com a Adobe.

Um dos maiores desafios foi traduzir 139 anos de histórico de **Design da Coca-Cola** em um sistema inteligente. O sistema visual da Coca-Cola opera em 200 países, 150 idiomas e 30 milhões de pontos de venda. Em uma única campanha global, podem ser criados mais de 5.000 ativos visuais diferentes.

A IA do Fizzion observa, interpreta e aprende com as decisões humanas, o que elimina a necessidade de consultar PDFs extensos e permite que os designers se concentrem em storytelling e nuances culturais. Acreditamos que o futuro do design está na inteligência aumentada, onde a tecnologia expande o potencial criativo humano sem engessar ou padronizar ideias.

Com a IA no Fizzion, a Coca-Cola consegue produzir conteúdo até 10 vezes mais rápido, mantendo a integridade da marca em escala global. A IA ajuda a eliminar inconsistências, reduzir erros operacionais e liberar os times criativos para se dedicarem a grandes ideias e conexão emocional com os consumidores. No entanto, é essencial garantir que a tecnologia não sufoque a criatividade, estabelecendo uma abordagem centrada no ser humano.

O segredo está em ensinar a IA a partir da prática dinâmica dos designers, observando como um layout é construído, como a tipografia é ajustada e como os elementos se combinam. A IA aprende a partir do olhar humano e só incorpora esse aprendizado quando um projeto é finalizado e aprovado. A espontaneidade vem do fato de que o designer continua no controle, garantindo que as decisões estejam dentro do universo visual da marca, sem limitar a liberdade criativa.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.