Zelensky busca acordo sobre drones com EUA apesar da rejeição de Trump

Presidente ucraniano continua negociações para acordo de drones com EUA mesmo após rejeição de Trump.
15/03/2026 às 13:01 | Atualizado há 4 horas
               
Zelensky diz que cooperação em drones com EUA segue possível, apesar da rejeição de Trump. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O presidente ucraniano Zelensky mantém o esforço para firmar um acordo de drones com os Estados Unidos. O pacto envolve troca de tecnologia e produção conjunta para abastecer as linhas de frente na Ucrânia.

Apesar da rejeição pública do ex-presidente Donald Trump, Zelensky defende a importância do acordo. Ele também critica vendas privadas de drones para países do Oriente Médio sem supervisão governamental.

O acordo prevê que os EUA recebam tecnologias desenvolvidas no conflito, enquanto a Ucrânia fortalece sua posição estratégica no mercado de drones militares. Cerca de 10 mil drones ucranianos já foram enviados para conter ataques no Oriente Médio.

O presidente ucraniano Vladimir Zelensky mantém a busca por um acordo de drones com os Estados Unidos, mesmo após a rejeição pública de Donald Trump. A colaboração envolve troca de tecnologia, know-how e o aumento da fabricação conjunta desses equipamentos na Ucrânia. A produção conjunta teria metade da produção destinada às linhas de frente ucranianas.

Estimado entre US$ 35 bilhões e US$ 50 bilhões para vários anos, o acordo também prevê que os EUA recebam tecnologias desenvolvidas durante o conflito. Os drones Merops, equipados com inteligência artificial, custam entre US$ 14 mil e US$ 15 mil cada, com potenciais descontos para compras em volume.

Apesar disso, Trump minimizou a necessidade de apoio ucraniano no combate aos drones iranianos, alegando que os EUA dominam tal tecnologia, o que contrasta com a estratégia de Zelensky de posicionar a Ucrânia como fornecedora estratégica de sistemas não tripulados.

Zelensky criticou a venda direta de drones ucranianos por empresas privadas para países do Oriente Médio, como Catar e Emirados Árabes Unidos, sem supervisão governamental. Ele defende que drones só são eficazes com operadores militares treinados e alerta contra o enfraquecimento da defesa nacional pela retirada de operadores dessas forças.

Os EUA também já enviaram cerca de 10 mil drones interceptadores desenvolvidos na Ucrânia para uso no Oriente Médio, buscando conter ataques iranianos e aliviar a pressão sobre os sistemas antimísseis americanos.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.