Em uma jogada estratégica para fortalecer sua divisão de inteligência artificial, a Meta contratou o brasileiro Mat Velloso, ex-vice-presidente de desenvolvedores de IA da DeepMind (Google). A mudança faz parte de uma ofensiva liderada por Mark Zuckerberg para atrair talentos da inteligência artificial, intensificando a competição no setor e gerando debates acalorados com rivais como Sam Altman, CEO da OpenAI.
Velloso integrará o Meta Superintelligence Labs (MSL), o novo setor da big tech, com foco no desenvolvimento da “superinteligência artificial”. Em sua publicação no LinkedIn, Velloso compartilhou o entusiasmo em se juntar à equipe da Meta para moldar o futuro da IA. Antes de sua breve passagem pelo Google, onde promoveu a adoção do Gemini entre programadores, Velloso dedicou quase 15 anos à Microsoft, atuando como conselheiro do CEO Satya Nadella.
A chegada de Mat Velloso à Meta faz parte de uma estratégia ambiciosa de Zuckerberg para acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial. Segundo a Reuters, o CEO da Meta tem abordado pessoalmente diversos profissionais, oferecendo propostas de alto valor. Um dos principais nomes contratados é Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI, que agora lidera o Meta Superintelligence Labs. Essa investida agressiva tem causado atritos no mercado, como a declaração de Sam Altman sobre as tentativas da Meta de contratar membros de sua equipe com bônus de até US$ 100 milhões anuais.
O grande objetivo de Zuckerberg com a contratação de talentos da inteligência artificial é criar a “superinteligência artificial” no Meta Superintelligence Labs. Zuckerberg expressou em um memorando interno que acredita que esse será o início de uma nova era para a humanidade, reafirmando seu compromisso em liderar esse avanço. Essa movimentação também visa aproximar a Meta de concorrentes como Google, DeepSeek e OpenAI, após o lançamento do Llama 4, considerado abaixo das expectativas por especialistas.
Os pacotes de remuneração oferecidos por Zuckerberg podem chegar a US$ 300 milhões em quatro anos, com mais de US$ 100 milhões no primeiro ano, de acordo com o site Wired. A Meta, no entanto, contesta esses valores, afirmando que houve distorções sobre os pacotes de remuneração.
A investida da Meta em talentos da inteligência artificial e no desenvolvimento da superinteligência sinaliza um novo capítulo na corrida pela IA. A empresa busca consolidar sua posição no mercado, atraindo especialistas e investindo em novas tecnologias para superar seus concorrentes.
Via G1